domingo, 29 de maio de 2011

E O BEBÊ CRESCEU...

Acho que poucas coisas se comparam com a alegria de montar o quarto para um bebê que vai chegar. Papais e mamães querem criar um espaço que seja perfeito para o bebê... Mas o que fazer quando aquele quartinho tão fofo deixa de satisfazer ao seu morador principal?

Aconteceu isso com o Gabriel. O quarto preparado com tanto carinho já não comportava o menino de 6 anos. Móveis usados pelo bebê tinham sido recobertos de adesivos pelo menino e o quarto estava assim quando eu cheguei lá: 



Observando o comportamento do menino e suas necessidades, criei uma bancada que poderia ser utilizada por bastante tempo, um armário para guardar as muitas caixas de jogos (o quarto já possuia um armário embutido, que recebeu uma pintura nova e teve seus puxadores trocados) e alguns nichos. Como o tema que mais fascinava o menino era dinossauros, criei um módulo independente e com rodízios, onde ele poderia colocar sua coleção quando acabasse de brincar.



A prateleira sobre a bancada esconde uma lâmpada fluorescente, que traz iluminação sem ocupar espaço.



A cama, herdada do avô, passou por uma restauração e foi tratada com cera, deixando a madeira aparente. Sobre ela, nichos de madeira (laqueados no mesmo tom de verde do rodameio que limita a faixa decorativa) foram utilizados para expor os dinossauros preferidos e uma pequena estante foi criada utilizando um nicho maior, com prateleiras, laqueado de branco, como o armário de jogos.

E o que era assim:


Ficou assim:



Pelo monitor, vê-se que é um quarto elaborado há alguns anos... Hoje, o Gabriel tem 10 anos e o quarto foi pintado e teve os acessórios trocados, mas os móveis continuam sendo os mesmos.



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segunda-feira, 25 de abril de 2011

MORANDO SOZINHA

Uma das fases mais interessantes da juventude é a faculdade. Para muitos, esse período significa a primeira chance de morar sozinho, de começar a ser dono do seu próprio nariz.

O motivo da reforma desse pequeno apartamento foi esse: a moça iria para a faculdade e começaria a morar sozinha. Como o apartamento era alugado, a reforma foi basicamente uma "maquiagem", que transformou o espaço sem gastar muito.


A pequena cozinha, separada da sala por um balcão era assim:



Nas paredes, a fórmica foi retirada e foi feita pintura com tinta epóxi, que é adequada à áreas úmidas. Os armários receberam revestimento melamínico (fórmica), tiveram seus puxadores trocados e uma das portas foi retirada, para dar espaço ao micro-ondas (laranja, lindo!). Foi feita a troca da bancada de granito, dos metais, do fogão e da geladeira. E ficou assim:







No quarto, as mudanças foram muito simples: pintura nova no armário, troca da luminária, uma cortina bonita... E o que era assim:



ficou assim (pena que a foto foi tirada antes da chegada dos quadros e do tapete):




Na sala, apenas uma pintura verde (cor favorita da moradora) na parede atrás do sofá e alguns espelhos na  parede lateral.  Uma luminária trazida do Marrocos completa o espaço.






E assim foi criado o primeiro apartamento dessa moça: uma reforma rápida, de baixo custo, mas que deu uma cara nova ao espaço.



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terça-feira, 19 de abril de 2011

UM OÁSIS NO MEIO DO CAOS

Durante o curso de Design de Interiores os alunos desenvolvem muitos projetos, tanto residenciais como comerciais.

Hoje eu quero mostrar um dos projetos comerciais que mais gostei de fazer. O exercício consistiu em desenvolver um espaço comercial usando as medidas de uma loja real localizada na esquina das Ruas Souza Lima e N. Sra de Copacabana, aqui no Rio de Janeiro.

Não me lembro se foi por sorteio ou por escolha, mas o meu projeto era fazer uma livraria que também tivesse uma área destinada a um pequeno café. Lógico que existiam várias regras do que poderia ou não ser feito, de acordo com a legislação municipal real e com o desejo do meu cliente imaginário. Assim, nasceu a Drummond Livros & Café.

O meu conceito: um espaço que fosse um oásis, um lugar de paz e tranquilidade, no meio do calor e do caos das ruas de Copacabana. O meu partido: uso de cores que remetessem aos oásis encontrados nos desertos  (como tons de verde e de areia) e materiais de destacassem a ideia do rústico, sem perder o conforto (como tijolos aparentes, madeiras, móveis com fibras naturais, mesas e cadeiras do café com pés de ferro, piso em porcelanato rústico).

Infelizmente, as fotos não ficaram boas: foram tiradas dos desenhos originais, todos feitos à mão, que estavam enrolados há algum tempo e com algumas marcas no papel, mas acho que dá para ter uma idéia do que eu tentei passar.


Essa é a perspectiva do andar principal da Drummond, a livraria. Não desenhei todas as mesas expositoras para deixar o desenho mais claro.




Aqui, como seria o andar superior, onde fica o café. Novamente, não desenhei todas as mesas, para que o balcão pudesse ser observado com mais clareza.




A planta baixa do andar principal...




... e a do andar superior.


Esse é um dos projetos que eu gostaria de ter tirado do papel... Chego até a imaginar alguns amigos meus, amantes de bons livros e bons cafés, circulando entre as mesas e estantes, aconchegados em uma poltrona, se dando o prazer de uma nova leitura, acompanhados por uma xícara de um gostoso cappuccino... Quem sabe um dia, não é?





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